Dragão marinho (Cetus odontotyrannus)

Nomes alternativos: ceto (português), boijaguá (tupi), zeedrak (holandês), bahamut (árabe), vrita (sânscrito), sea dragon (inglês), kaitos (grego), gojira (japonês).
Comprimento: 14 metros, mais 16 metros de cauda. Altura: 9 metros.
Massa: 60 toneladas (+28)
Hábitat: costas da Ilha de Santo Antônio (Grande Mascarenha) e Oceano Índico.
Inteligência Abstrata: -8; Inteligência Concreta: -2; Resistência +5; Proteção +5 (+4 na barriga); Tamanho +4; Saúde: +2; Mobilidade: -1; Sentidos: +2 (Olfato: +10; Audição: 0; Visão: 0); Dificuldade de treinamento: +4.
Habilidades: Força +29; Combate: +2; Esquiva: 1; Nado veloz: +11; Furtividade: 0; Corrida: +11; Preparo Físico: +7; Caça: +2; Mergulho: +23 (2 horas, 2.000 metros de profundidade); Manobras de combate: Morder +7/+8, Arranhar +5 / +6, Golpe de cauda +6 / +6.
Características
O dragão marinho é um enorme dinossauro carnívoro que passa a maior parte de seu tempo nadando em busca de alimento no Oceano Índico. Estima-se que existem cerca de duzentos dragões marinhos adultos. Suas presas habituais incluem serpentes marinhas, crocodilos, tubarões, lulas gigantes, pequenas baleias, focas e golfinhos. Às vezes, quando não encontra caça suficiente no mar, sobe às costas da África e da Ásia, devora gado e pessoas e aterroriza províncias inteiras. Desde fins do século XVII, os canhões da marinha imperial luso-brasileira tornaram-se suficientemente precisos e potentes para detê-lo, mas a criatura mostra-se suficientemente inteligente para tentar evitá-los, escondendo-se por trás de morros e grandes construções.
Quando na água, a imensa cauda agita-se lateralmente para impulsioná-lo na água com surpreendente agilidade, como se fosse um crocodilo gigantesco. As patas traseiras servem de leme, enquanto as dianteiras permanecem junto ao flanco. Pode mergulhar a até 2.000 metros de profundidade e permanecer duas horas debaixo d’água antes de respirar. Freqüentemente usa essa tática para escapar da perseguição da marinha de guerra: depois de mergulhar nadar até 12 km antes de reaparecer na superfície, numa direção quase sempre inesperada. Depois disso, precisa respirar profundamente por 10 minutos (podendo nadar mais um ou dois quilômetros) antes de tentar outro grande mergulho.
Em terra, geralmente locomove-se lentamente (2 m/s) com as patas traseiras, mantendo o tórax perto do chão e as patas dianteiras prontas para atacar, enquanto a cauda equilibra o corpo (nessa postura, a Mobilidade é -5 e a Esquiva ½). Quando precisa de sua velocidade máxima, trota sobre quatro patas, atingindo 11 m/s. Pode erguer-se sobre as patas traseiras e, nessa posição, alcança quinze metros de altura.
As fêmeas, que são do mesmo tamanho dos machos, copulam e fazem seus ninhos nas costas da Ilha de Santo Antônio, onde põem dois a quatro ovos que pesam cerca de 15 kg e têm cerca de 40 cm de comprimento. Os filhotes nascem pesando 9 kg e medindo 1,5 m de comprimento e atingem a maturidade em 20 anos. A longevidade normal da espécie é de cerca de duzentos anos.
Em termos de jogo, um dragão marinho simplesmente tenta engolir um ser humano sozinho inteiro. Para isso, tem de empatar ou vencer uma disputa de Mobilidades com o ser humano e, em seguida, tem de vencer (com uma diferença de pelo menos um grau) uma disputa de sua Habilidade de Combate contra a Esquiva do humano. Contra grupos de humanos que o firam com armas médias, defende-se com golpes de cauda, que têm um alcance de quinze metros e podem facilmente derrubar um elefante. Se atacado com canhões, o dragão marinho procura cobertura ou refugia-se no mar.
O Brasil dos outros 500
No Brasil dos outros 500, os dragões marinhos nidificam na Ilha de Santo Antônio, cruzam todo o Oceano Índico e fazem incursões ocasionais nas costas da África e Ásia. Quando necessário, o exército e a marinha do Império Luso-Brasileiro e da Comunidade Holandesa os enfrentam, não sem grandes dificuldades e baixas ocasionais.
Atlântida
No universo de Atlântida, os dragões marinhos nidificam nas costas da Lemúria e são encontrados em todos os oceanos.
Solidariedade Galáctica
No Universo da Solidariedade Galáctica, os dragões marinhos existem da mesma forma que no Brasil dos outros 500, mas frente à alta tecnologia dessa era, deixaram de ser uma ameaça para ser uma espécie protegida e uma atração turística.